25 de Abril de 1974 – 25 de Abril de 2010

Publicado em Atualizado em


No sentido de comemorar o 25 de Abril de 1974, a Biblioteca Escolar e o Departamento  de Ciências Sociais e Humanas e Educação Musical, dinamizaram no dia 23 de Abril algumas actividades. Na aula das 8.30h, cada professor tinha um cravo na sua secretária e  um texto com informação e um poema de Manuel Alegre,  assim com uma alusão à simbologia do cravo vermelho. Por volta das 10.00h, ao som da música de Zeca Afonso, deu-se uma largada de pombos simbolizando a Liberdade.

Texto e poema lido aos alunos:

No próximo dia 25 de Abril, comemoram-se 36 anos de Democracia em Portugal.

A liberdade conquistada traduziu-se também na escrita. Um dos poetas que mais se distinguiu é da nossa cidade: Manuel Alegre.

Manuel Alegre nasceu em 1936, em Águeda e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra.

Após o regresso exilou-se no norte de África, em Argel, onde desenvolveu actividades contra o regime de Salazar. Em 1974 regressou definitivamente a Portugal, demonstrando, nos vários cargos governamentais que tem desempenhado ao longo dos anos, uma intervenção fiel aos ideais da Liberdade.

A sua poesia é um hino à Liberdade, como se pode constar pelo poema seguinte.

As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Símbolo da Revolução – Cravo Vermelho

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974.  Conta-se que, com o amanhecer, as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidárias com os soldados revoltosos. Uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo vermelho na espingarda, e em seguida todos o fizeram, dando assim lugar a uma “Liberdade Colorida”.

A largada de pombos

Este slideshow necessita de JavaScript.



Anúncios

ESCREVE AQUI

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s