“Meninos de todas as cores”

Publicado em Atualizado em


Educar os pequeninos  no sentido de respeitar a diferença, promovendo  atitudes de partilha e respeito por culturas  diferentes das nossas, foi o propósito da BE ao visitar  as escolas  da Educação Pré-escolar da Giesteira , Borralha, Castanheira , Recardães e Águeda.

A biblioteca escolar deu voz ao poema “Meninos de todas as cores”, da autoria de Luísa Ducla Soares,  e encenou uma atividade de interação dos “meninos da pré” com os “meninos  multiculturais” da história.

Pequeninos,  mas com muita  recetividade para a interiorização de valores, logo descobriram  no poema  que todos ganhamos com as diferenças!

Menino de todas as core

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de
meninos brancos e dizia:

É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:

É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado AliBábá, que dizia:

É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate.

Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.

Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas  desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Vejam as fotos da actividade pelas diferentes escolas!

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